Ter uma franquia ou ser um franqueado?

Ter uma franquia ou ser um franqueado?

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11.setembro.2018 | por:

categorias Franquia

Ter uma franquia ou ser um franqueado?

Por Fabiola Tamburi

“Franquia empresarial é o sistema pelo qual um Franqueador cede ao Franqueado o direito de uso de marca ou patente, associado ao direito de distribuição exclusiva ou semi-exclusiva de produtos ou serviços e, eventualmente, também ao direito de uso de tecnologia de implantação e administração de negócio ou sistema operacional.”

Franquia, ou franchising, é uma estratégia utilizada em administração que tem, como propósito, um sistema de venda de licença na qual o franqueador (o detentor da marca) cede, ao franqueado (o autorizado a explorar a marca), o direito de uso da sua marca, patente, infraestrutura, know-how e direito de distribuição exclusiva ou semi exclusiva de produtos ou serviços.

O franqueado, por sua vez, investe e trabalha na franquia e paga parte do faturamento ao franqueador sob a forma de royalties.

Eventualmente, o franqueador também cede ao franqueado o direito de uso de tecnologia de implantação e administração de negócio ou sistemas desenvolvidos ou detidos pelo franqueador, mediante remuneração direta ou indireta, sem ficar caracterizado vínculo empregatício.

É obrigatória a apresentação de uma circular de franquia pelo franqueador, indicando as condições gerais do negócio jurídico.

Embora possibilite retorno mais rápido, a compra de uma franquia geralmente exige um investimento inicial alto, pois é preciso prever custos com local de instalação, equipamentos e pessoal.

As técnicas, ferramentas e instrumentos utilizados nas melhores redes de franquias vêm sendo utilizados para otimizar o desempenho de outros tipos de canais de vendas, como redes de revendas, de representantes comerciais, de assistências técnicas, de distribuidores e outros.

Porque Franquear?

  • Para facilitar a gestão à distância;
  • Para crescer e expandir;
  • Para obter maior retorno sobre o investimento;
  • Para fortalecer a marca;
  • Para criar barreiras para a concorrência;
  • Para manter um gestor comprometido à frente do negócio;
  • Para diminuir a exposição da empresa ao risco, reduzindo o capital próprio empregado em uma operação;

Mercado de Franquias no Brasil

Atualmente as maiores expansões de negócios estão relacionados às redes e relações de franqueadores x franqueados.

Franquia x negócio próprio: saiba qual é o melhor modelo para você

O modelo de franquia é hoje um dos mais bem-sucedidos do mundo. “Serve para aquele empreendedor que não quer inventar a roda.

Mas, apesar de ser um bom negócio, não serve para todos. Se eu sou aquele empreendedor dinâmico, que gosta de mudar o produto ou a forma de divulgação, pode haver conflitos com o franqueador”.

Marketing

Uma das vantagens da franquia é o baixo valor investido com a divulgação da marca, que já é, na maioria dos casos, conhecida no mercado.

“O marketing da franquia é compartilhado, o que reduz os esforços e os custos com a divulgação. Os gastos gerais também são muito mais altos quando se decide criar uma marca do zero”afirma Spina.

Compra coletiva

Na franquia, tudo é comprado em conjunto, o que reduz os valores dos produtos. “A negociação em rede beneficia a compra em escala.

Até o preço dos uniformes tende a ser menor”, afirma Adir Ribeiro, CEO da Praxis, empresa especializada em consultoria e educação corporativa para o franchising e o varejo.

Liberdade

Apesar do baixo custo, os franqueados estarão sempre sujeitos às regras dos franqueadores, até mesmo na decisão de onde será instalado o negócio.

“Caso o franqueador já tenha outro franqueado na região onde você deseja abrir, não vai ser possível ter um negócio ali. A falta de liberdade engessa o negócio.

O franqueado não poderá nem mesmo alterar os produtos. Ele estará sujeito à decisão do franqueador”, afirma Spina.

Lucro

Parte do lucro do franqueado tem destino certo – o bolso do franqueador. Ter um modelo de negócios relativamente pronto tem seu preço. Apesar de a marca já ter sido testada e todo o modelo já estar praticamente desenvolvido, as franquias possuem três taxas.

São elas: taxa de franquia, valor pago na assinatura do contrato para utilizar a marca e para transferir o know-how, taxa de royalties, percentual do faturamento pago mensalmente ao franqueador e taxa de marketing, habitualmente mensal, que serve para custear a divulgação de toda a rede.

“Em minha opinião, essas taxas tem valor para o franqueado, pois ele recebe uma marca mais consolidada. Na franquia, a taxa de mortalidade é bem menor do que no negócio independente. O valor vale a pena”, afirma Ribeiro, da Praxis.

Risco

Como a franquia já foi testada em outras regiões por outros donos, o modelo é tido como mais seguro, mas, segundo Spina, crescer é mais difícil.

“A chance de expandir o negócio é bem maior quando se tem uma marca própria. Você pode virar um franqueador. O risco é maior, mas o potencial de crescimento também aumenta”.

Boa ideia

Se o futuro empresário tiver desenvolvido um produto ou um serviço comerciável que tenha aceitação no mercado, é hora de criar a sua própria marca. “O modelo favorece o empreendedor mais criativo, já que ele não precisará seguir padrões”, afirma Ribeiro.

Empréstimo

Conseguir um empréstimo quando se tem uma franquia é muito fácil, de acordo com Barros, do Sebrae. Se você ainda não tem o dinheiro todo para começar ou precisará de mais verba no meio do trajeto, ter uma franquia pode ser um bom negócio.

“Conseguir crédito no banco para uma franquia é muito mais fácil e isso gera motivação. A franquia trabalha como órgão garantidor e o franqueado consegue uma linha de crédito especial”.

 

Fabiola Tamburi é consultora de Franquias com larga experiência no setor, com muitos clientes consolidados.

Para sugestões quanto ao assunto nos escreva: contato@businessicb.com.br

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